Ação direta e outros escritos
Voltairine de Cleyre Tradução Mariana Lins · Organização Acácio Augusto · Paratextos Emma Goldman

Ação direta e outros escritos

Ação direta e outros escritos é uma antologia de três textos fundamentais para a compreensão do pensamento de Voltairine de Cleyre. No primeiro artigo, a autora apresenta uma síntese não dogmática do núcleo fundamental do anarquismo que, para ela, é "potencialidade humana" e dispõe as pessoas à luta. Não por acaso, de Cleyre é chamada de "anarquista sem adjetivos" pela defesa radical da pluralidade das muitas formas de definir e viver esse movimento. Em O anarquismo e as tradições americanas, a escritora traça um paralelo entre a Revolução Americana e o anarquismo, criticando de forma contundente a progressiva degradação das propostas dos "pais fundadores" dos Estados Unidos. Finalmente, em Ação direta, texto central desta edição pela atualidade, a autora explicita os motivos pelos quais julga adequadas as ações "contra a representação", isto é, intervenções políticas ativas na realidade concreta, não obrigatoriamente violentas, mas sem excluir que, em momentos estratégicos, são necessárias ações diretas enérgicas.

R$ 66,00

Ficha Técnica

ISBN 978-85-7715-726-6
Ano de Publicação 2023
Edição
Páginas 140
Dimensões 13,3 × 21 cm
Idioma Português

sobre os autores

Voltairine de Cleyre

Voltairine de Cleyre

Voltairine de Cleyre (1866–1912) foi anarquista, poeta, escritora, conferencista e linguista. Coerente com as próprias ideias, organizou sua vida e sua obra a partir do valor da dignidade humana e do desejo apaixonado pela liberdade. Iniciou a carreira de militante no pacifismo, mas o desenvolvimento acelerado do capitalismo nos Estados Unidos e eventos marcantes como a Revolução de 1905, na Rússia, e a Revolução Mexicana, em 1910, alteraram-lhe a compreensão acerca dos métodos e a levaram a abraçar a ação direta.

Tradução

Mariana Lins

Mariana Lins

Mariana Lins é professora de Ética e Filosofia Política na Universidade Estadual do Ceará (uece). Pesquisa a interseção entre arte e política para a compreensão do problema do niilismo, com foco na literatura de Dostoiévski, no movimento populista russo do séculoxixe na filosofia de Nietzsche. Passou também a concentrar seus esforços numa nova pesquisa, “Anarquia e catástrofe”, que investiga o anarquismo como teoria social e econômica, e como movimento histórico-político (com destaque para o anarcofeminismo de Emma Goldman e Voltairine de Cleyre) sob o horizonte de expectativa do catastrofismo, em vez do progressismo.

Organização

Acácio Augusto

Acácio Augusto

Acácio Augusto é professor no curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo e coordenador do nec/ (Laboratório de Análise em Segurança Internacional e Tecnologias de monitoramento). É pesquisador no Nu-Sol (Núcleo de Sociabilidade Libertária) e autor de Anarquia y lucha antipolítica – ayer y hoy (Barcelona: NoLibros, 2019), Política e polícia: cuidados, controles e penalizações de jovens (Rio de Janeiro: Lamparina, 2013), dentre outros.

Paratextos

Emma Goldman

Emma Goldman

Emma Goldman (1869–1940) foi uma revolucionária anarquista de origem russa, que migrou para Rochester (eua) em 1886. Em 1899, mudou-se para Nova York e conheceu Alexander Berkman, destacado anarquista que além de grande amigo e companheiro político foi também seu amante durante determinada época. Como grande parte dos emigrantes do leste europeu, Goldman trabalhou em uma fábrica — de roupas —, onde tomou contato com as doutrinas socialista e anarquista. Ativista dos direitos da mulher, uniu-se a Margaret Sanger na luta pelo controle de natalidade e deu palestras por todo os Estados Unidos, um dos motivos que levaram à sua perseguição constante pelos agentes dofbi. Foi presa inúmeras vezes entre 1893 e 1921, acusada de incitar rebeliões e opor-se, entre outras ações, à Primeira Guerra Mundial e ao alistamento militar. Em 1931, publica sua autobiografia e mantém intensa atividade como palestrante, além de residir nos principais países da Europa. Durante a Guerra Civil Espanhola, em 1936, apoiou ativamente os anarquistas na luta contra o fascismo. Faleceu em Toronto, Canadá, em 1940.