Parada

Parada

Na tradição da fotografia brasileira, em especial aquela voltada para as festas e ritos populares e seus personagens, a obra de Iatã Cannabrava, com os retratos da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, inscreve-se como um ato visual e político tanto de afirmação como de celebração. Realizados no início dos anos 2000, com uma máquina fotográfica Hasselblad de médio formato, - 6x6, câmera grande, robusta e analógica - essas imagens constroem uma galeria de retratos em contra-plongée, de baixo para cima. O fundo de lona, comum em retratos de rua, é substituído pelo céu da Avenida Paulista, contra o qual sujeitos montados, maquiados adornados e teatralizados olham de volta para a lente com altivez e dignidade, criando uma potência simbólica que transcende a representação.

R$ 120,00

Ficha Técnica

ISBN 978-65-88934-24-1
Ano de Publicação 2025
Edição
Páginas 99
Dimensões 21 x 30 cm
Idioma Português

sobre os autores

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Iatã Cannabrava

Iatã Cannabrava é Fotógrafo, curador e agitador cultural. Foi presidente da União dos Fotógrafos de São Paulo de 1989 a 1994 e um dos fundadores da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil (RPCFB) em 2010, da qual foi seu primeiro presidente. Como produtor cultural na fotografia, foi durante anos diretor do festival internacional da Fotografia Paraty em Foco, na cidade histórica de Paraty -RJ e também cocriador do Valongo Festival da imagem, no bairro portuário do Valongo em Santos, litoral de São Paulo. Ministrou mais de 90 workshops, e seja como curador ou gestor cultural, coordenou 26 edições de festivais e encontros de fotografia, e projetos de grande porte que mobilizaram o meio, fotográfico e a sociedade como um todo para questões cívicas-ambientais colocando a fotografia como instrumento de ação social. Como fotógrafo, seu trabalho tem foco no campo documental, com ênfase na paisagem urbana das cidades brasileiras e das principais capitais latino-americanas, como em seus ensaios: Uma Outra Cidade, Tatuagem, Parada Gay, Meninas Grávidas, Casas Paulistas, entre outros. Participou de mais de 40 exposições, foi ganhador dos prêmios P/B da Quadrienal de Fotografia de São Paulo em 1985, do concurso Marc Ferrez da FUNARTE, em 1987, e de dois prêmios da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, em 1996 e 2006. Tem suas fotografias publicadas em 8 livros e nas coleções MASP-Pirelli, Galeria Fotóptica, coleção Joaquim Paiva e MAM/São Paulo.
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Manauara Clandestina

Manauara Clandestina é uma artista cujo trabalho dialoga com novas perspectivas da vida travesti e questiona as condições das existências que as permeiam. Nascida em Manaus, filha de um casal de pastores missionários, ainda pequena seguiu em missões, para o interior do Amazonas com sua família. Desde cedo cantava na igreja e ajudava na organização do teatro e outras expressões que cabiam no culto evangélico pentencostal. No retorno a Manaus, durante a adolescência, teve seu primeiro contato comum grupo de teatro amador, na qual semeou a sede de conhecer mais sobre performance. A vida clandestina a trouxe até a maior capital do país, e, no meio de uma transição e da necessidade de ser ouvida, nasce a Manauara Clandestina, como uma performer da noite. Hoje ainda performa, tendo expandido suas linguagens para além desse formato, desenvolvendo de maneira transversal seu trabalho como artista. Atualmente, além de sua pesquisa individual, se dedica à direção de criação de projetos junto à estilista Vicenta Perrotta.
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Felipe Garofalo

Felipe Garofalo (1983, São Paulo, SP) é Mestre em Artes Visuais pela ECA/USP, na área de História, Crítica e Teoria da Arte, sob orientação do Prof. Dr. Tadeu Chiarelli. Sua pesquisa analisou o programa de exposições Fotógrafos da Cidade (1991–1992), promovido pelo Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, com foco na mostra inaugural dedicada a Nair Benedicto.
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Emília Paiva

Biografia não disponível no momento.

Organização

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Manauara Clandestina

Manauara Clandestina é uma artista cujo trabalho dialoga com novas perspectivas da vida travesti e questiona as condições das existências que as permeiam. Nascida em Manaus, filha de um casal de pastores missionários, ainda pequena seguiu em missões, para o interior do Amazonas com sua família. Desde cedo cantava na igreja e ajudava na organização do teatro e outras expressões que cabiam no culto evangélico pentencostal. No retorno a Manaus, durante a adolescência, teve seu primeiro contato comum grupo de teatro amador, na qual semeou a sede de conhecer mais sobre performance. A vida clandestina a trouxe até a maior capital do país, e, no meio de uma transição e da necessidade de ser ouvida, nasce a Manauara Clandestina, como uma performer da noite. Hoje ainda performa, tendo expandido suas linguagens para além desse formato, desenvolvendo de maneira transversal seu trabalho como artista. Atualmente, além de sua pesquisa individual, se dedica à direção de criação de projetos junto à estilista Vicenta Perrotta.