Parada
Na tradição da fotografia brasileira, em especial aquela voltada para as festas e ritos populares e seus personagens, a obra de Iatã Cannabrava, com os retratos da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo, inscreve-se como um ato visual e político tanto de afirmação como de celebração. Realizados no início dos anos 2000, com uma máquina fotográfica Hasselblad de médio formato, - 6x6, câmera grande, robusta e analógica - essas imagens constroem uma galeria de retratos em contra-plongée, de baixo para cima. O fundo de lona, comum em retratos de rua, é substituído pelo céu da Avenida Paulista, contra o qual sujeitos montados, maquiados adornados e teatralizados olham de volta para a lente com altivez e dignidade, criando uma potência simbólica que transcende a representação.
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