Pensando a Antropologia no mundo contemporâneo

Christoph Wulf estará em São Paulo e apresentará a palestra “Antropologia do homem globalizado” no dia 9 de setembro no Instituto Goethe de São Paulo, que fica na Rua Lisboa, n. 974, às 19h30 (confirmação de presença pelo e-mail saopaulo@fu-berlin.de até o dia 4 de setembro de 2014).






A Copa do Mundo no Brasil foi um evento em que vários aspectos de nossa autorrepresentação coletiva apareceram claramente em episódios como a mordida do jogador uruguaio, os torcedores japoneses recolhendo o lixo deixado entre as arquibancadas ou a disciplina dos atletas a... Leia mais

Os 50 melhores sermões de Vieira em 2 tomos e nova edição



Os sermões de Antonio Vieira (1608-1697) representam a mais alta prosa já escrita em língua portuguesa. Na síntese de Fernando Pessoa, eles compõem “uma grande certeza sinfônica”. É essa grande sinfonia da língua e seus sentidos que o leitor encontra nestas páginas, justificando o cuidado dispensado a esta edição, que traz seus cinquenta principais sermões divididos em dois volumes (cotejados com a primeira edição, organizada pelo próprio Vieira).

Além de um alentado estudo do gênero em seu auge, de autoria do organizador destes volumes, Alcir Pécora (professor de Teoria Literária da Unicamp), e 25... Leia mais

Dicionário de Mitologia Nórdica: os anões

Os dvergar são um dos grupos de seres inferiores na mitologia escandinava. Ao contrário da maioria desses grupos, como os álfar ("elfo") ou as dísir (um tipo de espíritos femininos), muitos dvergar têm nomes individuais e, em alguns casos, desempenham um papel importante nos mitos. A tradução de dvergar para "anão" responde mais a razões etimológicas que históricas; os “anões” da mitologia não são, necessariamente, de pequena estatura. O termo é encontrado em todas as línguas germânicas, como o dwarf moderno inglês (antigo dweorg... Leia mais

Tolstói explica a crise da Ucrânia

Quando se acreditava que a Europa, depois de duas guerras mundiais e da queda do muro de Berlim, em 1989 (com a consequente reintegração econômica e cultural do leste europeu ao restante do continente), iria afinal viver em paz, a guerra civil na Bósnia, e agora a quase guerra civil na Ucrânia, vieram para dizer o contrário. A velha Europa não está suficientemente cansada da guerra.

Se a crise da Ucrânia é recente, reatiçando o urso russo e sua insaciável fome imperial-territorial, a história por trás dessa história começa na metade do século XIX, durante a Guerra da Crimeia, em que os russos lutaram contra os turcos p... Leia mais

O chamado de Lovecraft

Para comemorar os 124 anos do nascimento de H. P. Lovecraft e os 15 anos da editora Hedra, nós e a Livraria da Vila convidamos os aficionados do fantástico para o encontro I LOVECRAFT, com a presença de Elton O. S. Medeiros (doutor em História Medieval pela Universidade de Winchester), Vinicius Dreger (doutor em História Social pela USP) e Luis Vieira (graduando em História pela USP).

O encontro fez parte da série de eventos e promoções Hedra 15 anos e foi transmitido ao vivo via streaming. O registro do encontro você confere logo abaixo.

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Por que Baudelaire é moderno?

por Luis Dolhnikoff, editor.


Baudelaire é moderno. Mas por que, afinal, Baudelaire é moderno, se viveu há quase dois séculos? Em parte porque parte da modernidade já estava, então, do outro lado do Atlântico, ou seja, não na velha Europa, mas no, literalmente, Novo Mundo. Porém em meados do século XIX, no auge do imperialismo europeu, poucos tinham antenas afinadas o bastante para perceber isso. Um deles era Charles Baudelaire — que descobriu antes de seus pares continentais o mais moderno dos escritores ocidentais, o norte-americano Edgar Allan Poe, o inventor da literatura policial e da poesia... Leia mais

Bakunin e a violência do Estado brasileiro


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Assista na íntegra o debate sobre «Bakunin e a violência do Estado brasileiro» com os filósofos Marcia Tiburi e Vladimir Saflate e o historiador e militante Felipe Corrêa, organizado pela Hedra e Sensorial Discos, ocorrido nesta quinta-feira. O evento foi organizado em defesa de Mikhail... Leia mais

Nossa violência e a deles — debate

O Estado tem o monopólio legal da violência. O que implica na obrigação de proteger a população de qualquer forma de violência (leia-se segurança pública), inclusive do próprio Estado... Se o sentido disto é colocado em xeque, principalmente frente aos fatos da violência policial, econômica, política etc., precisa ser debatido pela sociedade. A editora Hedra convida para debater o tema “NOSSA VIOLÊNCIA E A DELES” o filósofo e colunista da Folha, Vladimir Safatle, a filósofa e colunista da Cult, Márcia Tiburi, e o estudioso e militante do anarquismo, Felipe Corrêa.

O evento de relançamento dos livros de Mikahil Bakunin, seguido do ... Leia mais

Anjos de um mundo obscuro

“O mundo e a civilização descritos com loucura poética através da mente de um doente mental... O humor amplificando a seriedade. O sarcasmo se disfarçando de simplicidade. Este romance nos traz um novo vislumbre da realidade que costumamos chamar de normal”. Esta passagem faz parte da justificação do Conselho Nórdico de Literatura ao conceder seu prêmio máximo a Anjos do Universo, do islandês Einar Gudmundsson, um dos principais nomes da atual voga internacional da literatura nórdica. O inglês Ian MacEwan refere-se a Gudmundsson como “uma voz fascinante e distinta, vinda de um lugar inesperado”. Esse lugar é a Islândia: pequeno paí... Leia mais

Como responder ao chamado de Cthulhu

A criação mais famosa de H. P. Lovecraft, o mestre absoluto da literatura fantástica e/ou de horror (da qual Poe é o inventor por excelência), teve sua primeira aparição registrada no conto O chamado de Cthulhu, de 1928. Em tempo: se o leitor tem dúvida sobre como pronunciar seu nome, sua dúvida não será sanada aqui. Pois faz parte da mística do personagem a impronunciabilidade do seu nome. O que não faltam, por outro lado, são possibilidades: Ctulu, Clulu, Cthulu, C'thulhu, Cighulu, Cathulu, K... Leia mais