Contemporâneos

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Coleção Trás-os-Mares

Estreando a coleção Trás-os-mares, a Editora Circuito publica, pela primeira vez no Brasil, cinco livros de grandes prosadores portugueses contemporâneos. Tratam-se dos romances A loucura branca, de Jaime Rocha; Noturno europeu, de Rui Nunes; Até o ano que vem em Jerusalém, de Maria da Conceição Caleiro; Adoecer, de Hélia Correia; e o livro de narrativas breves Éter, de António Cabrita.

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Noturno Europeu

Rui Nunes

Hugo Pinto Santos, crítico do suplemento literário do jornal Público, Ípsilon, Noturno Europeu (…) descreve “uma Europa comum, loura, atlética, que uiva pelo seu guia”, e resume, na escolha fixada pelo título, uma situação e determinado posicionamento que é identitário da própria escrita; “Europa dos lugares indiferentes, mapeada como uma espécie de metonímia do mundo”.

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A loucura branca

Jaime Rocha

De acordo com António Cabrita, em A loucura branca, Jaime Rocha “apresenta-nos um texto que mergulha no cotidiano e no mundo trivial com uma demência quase surreal, cruzando Kafka com os filmes de David Lynch. Um misto de mistério, sedução e humor sutil.” Para Miguel Real, “A capacidade de descrever situações claustrofóbicas de um modo estético, não recorrendo a símbolos narrativos neorromânticos ou góticos, utilizando exclusivamente um léxico de referentes semânticos realistas, identifica e singulariza a obra romanesca de Jaime Rocha no horizonte do romance português contemporâneo.”

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Éter

António Cabrita

Em Éter, António Cabrita reúne sete narrativas urbanas, que se localizam nos dois países em que tem alternado a sua vida, Portugal e Moçambique. São sete histórias com distintas estratégias narrativas, tal como são variados os seus temas, sendo, contudo, transversal uma idêntica tensão entre a memória pessoal e o esquecimento coletivo, bem como a escrita peculiar do autor de A Maldição de Ondina. Os seus diferentes narradores atuam na fronteira entre a verdade e a verosimilhança, adotando o jogo perigoso de fazer coincidir drama pessoal e memória coletiva.

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Adoecer

Hélia Correia

Adoecer elabora a vibrante história de amor entre a modelo, pintora e poeta Elizabeth Siddal (Lizzie, 1829-1862) e o pintor e poeta Dante Gabriel Rossetti (1828-1882). Como pano de fundo muito bem documentado, surge a Inglaterra do século XIX, e o grupo dos pré-rafaelitas, empenhados no regresso a uma certa pureza dos olhos e da arte. Mas o voo do romance é outro: o do destino, do amor e da doença como luz e danação.

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Até o ano que vem em Jerusalém

Maria da Conceição Caleiro

A história do encontro entre Maria Luís e David, em Até o ano que vem em Jerusalém é, nas palavras do crítico literário Rui Nunes, “uma história de desamparo que os leva numa espécie de peregrinatio ad loca infecta, de Lisboa aos Açores, ao Brasil, à memória de um tempo alemão passado, mas tão presente. Para estes dois, toda a terra é uma expulsão: a Europa expulsa os judeus, os Açores expulsam o exilado, o Brasil acolhe, integrando, assimilando, isto é, expulsando cada um da sua identidade, esbatendo quase todas as diferenças”.

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O ofício

Serguei Dovlátov

 

O ofício, uma novela em duas partes (Resmesló, 1985), o cultuado escritor russo Serguei Dovlátov (1941–1990) descreve com impagável (auto) ironia “as peripécias de seus manuscritos” — sua biografia literária — em dois momentos da vida: na URSS e nos EUA, após ter emigrado (1978).

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Monoteísmos e dualismos: as religiões da salvação

Giovanni Filoramo

Cristianismo, judaísmo e islamismo foram, como se dizia na Espanha moçárabe, as três religiões do Livro. Além da escritura, têm em comum o fato de proclamarem a palavra de um único Deus. Essas grandes religiões estão dentro de uma tradição monoteísta mais ampla, que remonta ao zoroastrismo persa do século VII a.C. E a despeito de por vezes se odiarem, recolocam, cada uma a seu modo, questões partilhadas por todas elas, tais como a salvação, a necessidade da lei, a existência de um fundador e a oposição sistemática às religiões taxadas por elas mesmas de politeístas. E por não serem originais, ms históricas, sofrem desdobramentos, rupturas, reformas e reações às vezes fundamentalistas que procuram garantir a verdade depositada no Livro sagrado.

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COMBO | Coleção Bienal

 As leituras e referências teóricas que embasaram o pensamento curatorial da 30ª Bienal de São Paulo — A iminência das poéticas (2012) estão compiladas nesta coleção de seis livros de pequeno formato com textos fundamentais para a curadoria e até agora inéditos em língua portuguesa. O COMBO | Coleção Bienal se resume aos seis livros acompanhados de cinco mini-pôsteres estilizados 15 X 9,5 cm, baseados nas capas da coleção.