Hugo Pinto Santos, crítico do suplemento literário do jornal Público, Ípsilon, Noturno Europeu (…) descreve “uma Europa comum, loura, atlética, que uiva pelo seu guia”, e resume, na escolha fixada pelo título, uma situação e determinado posicionamento que é identitário da própria escrita; “Europa dos lugares indiferentes, mapeada como uma espécie de metonímia do mundo”.

A escrita poderosa e convulsa coloca questões que dizem respeito à essa Europa, hoje atravessada por questões de identidade, que obrigam a repensar os problemas e as causas que levaram às grandes guerras do século XX e ao holocausto. Nesta obra nada nos deixa indiferentes, marcados que somos por um destino histórico comum e que mostra a o velho continente da Europa como um território onde falhou a tentativa de implementar uma identidade homogenea, espelhando nela – enquanto metáfora – todos os sinais da catástrofe iminente.


Rui Nunes

Rui Nunes nasceu em Novembro de 1947. Licenciou-se em Filosofia pela Universidade de Lisboa e enveredou pela atividade de escritor, em paralelo com a de professor de Filosofia. Na década de 60, passou pelos jornais, tendo visto censurados muitos dos trabalhos. Publicou o seu primeiro livro, As Margens, em 1968, regressando em 1976 com Sauromaquia. Foi considerado por Manuel Frias, membro do Júri que atribuiu ao seu livro Grito, em 1998, o Prêmio GPRN (Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores [APE]), “uma das estrelas mais brilhantes da constelação literária portuguesa – ocultada, tantas vezes pelas nuvens do fácil e do óbvio”, aludindo à sua prosa densa e reflexiva.

Ficha técnica

Número de páginas
94
ISBN
9788595820241
Encadernação
Brochura
Peso
0.165 kg
Ano de lançamento
2018

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