Literatura brasileira

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COMBO | Coleção Mundo indígena

 Pensadores de quatro povos indígenas que vivem em diferentes regiões do Brasil contaram, em diferentes relações com interlocutores, as histórias do mundo e dos aprendizados de seus grupos. As transcrições e traduções realizadas nestes diferentes encontros foram reunidas nos primeiros livros da Coleção Mundo indígena. São, no total, sete livros de contos vindos de diferentes povos – Caxinauá, Guarani, Yanomami e Hupdäh.

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A terra uma só

Timóteo da Silva Verá Tupã Popygua

O livro do segmento Guarani da Coleção Mundo Indígena, A terra uma só (Yvy Rupa), foi escrito por Timóteo da Silva Verá Tupã Popygua, liderança guarani, para pessoas de todas as idades, contando o que aprendeu e pensou nos caminhos que percorreu pela Mata Atlântica, na América do Sul, junto ao seu povo Nhande’i va’e, conhecidos também como Guarani Mbya.

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Os cantos do homem-sombra

Os Hupd’äh têm muitas histórias sobre a gente-sombra. Os homens e mulheres-sombra são muito perigosos e usam roupas coloridas — além de caçar e fazer mal aos Hup. Uma dessas roupas tem cor de sombra, daí seu nome. A gente-sombra causa doenças e pode até matar. Eles comem a carne e o espírito dos humanos. Mas muitos deles são sábios e conhecem cantos, mitos e benzimentos. Os cantos do homem-sombra é a história do encontro de um Hup com um homem-sombra chamado Way Naku.

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A mulher que virou tatu

Kapitan Kirino e Alberto Roque Toribio

Os quase oito mil Caxinauá fazem parte da família linguística pano, composta por cerca de trinta grupos, ocupando a fronteira entre o Brasil e o Peru. No Brasil, eles vivem em doze terras indígenas e, no Peru, eles ocupam todo o rio Curanja e uma parte do rio Purus — da cidade de Puerto Esperanza até a embocadura do rio Curanja. O historiador João Capistrano de Abreu foi quem, no início do século XX, registrou pela primeira vez a língua e o modo de vida Caxinauá junto a dois jovens provenientes da etnia, do rio Ibuaçu. Esse trabalho deu origem ao livro Hantxa huni kuin (publicado pela primeira vez em 1914), sobre a língua dos Caxinauá do rio Ibuaçu, afluente do Muru.

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A vida de Mat

Mino Carta

A vida de Mat, quarto romance do jornalista Mino Carta, é sobretudo um livro de memórias. E como em suas obras anteriores (O castelo de Âmbar, 2000; A sombra do silêncio, 2003; O Brasil, 2013), a ficção aqui não deixa de lançar mão de um fundo autobiográfico. Mat — cujo cujo nome deriva de matto, em italiano, louco — vive na Itália, mas percebe que em algum momento de sua existência fora surpreendido por uma mudança súbita.

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Os cães de que desistimos

A poesia de Chantal Castelli percorre os espaços públicos e privados atenta aos rescaldos sociais, aos elementos que desumanizam a convivência e afastam de qualquer sentido de comunidade. A autora retrata um mundo onde “tudo cresce/ na direção errada”, mas seus poemas, atravessados por essa busca de espaços habitáveis, são uma lufada de vida, “como o resgate de formas cansadas/com a promessa de novas formas”.

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Cálcio

Pádua Fernandes

Os poemas que compõem Cálcio, segundo livro de Pádua Fernandes, são polifônicos e dramáticos, no sentido em que buscam acolher um conjunto de ecos de gritos de horror, cacos de uma experiência coletiva traumática que ficaram abafados deliberadamente pela concorrência de outras vozes, de mais amplo timbre e que se valem da ampliação do aparelho de propaganda do Estado.

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Linear G

Gilberto Mendonça Teles

Para Gilberto Mendonça Teles, a poesia é uma vocação inequívoca, reiterada, e representa sua via eletiva de interpretação do mundo. Linear G recolhe sua produção poética dos últimos dez anos, onde o poeta estabelece uma linha e um idioma lírico, um idioma que soube conduzir com dedicação e que é capaz de devorar toda ideia ou sentido dando a eles a força técnica do poema que doma sempre sua matéria, mas que também sabe abrir-se para o inacabado ou provisório dela. A poesia aqui busca comover, instruir e divertir, e está pronta para acolher a variedade da experiência. Sem se ater a nenhum programa prévio, Teles promove a poesia a seu lugar de origem, ela serve ao poeta, expressando sua visão, ora jocosa e irônica, ora grave e reflexiva, ora mergulhando no magma da linguagem em busca de suas motivações.

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Icterofagia

Dirceu Villa

Dirceu Villa (1975), poeta que já publicou MCMXCVIII (1998) em reduzidíssima edição de 85 exemplares, e Descort (2003), de números mais generosos, traz agora, depois de 5 anos de composição, este Icterofagia à sua atenção.

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Habitar

André Fernandes

Habitar, segundo livro de André Fernandes, combina falas e gestos, para tematizar o fazer poético, a impossibilidade de vínculos e a experiência da cidade. Produzidos em dois anos, os 35 poemas podem ser reduzidos a uma quase conversa. O livro tem apresentação de Fabiano Calixto.

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Deriva

André Fernandes

Deriva, primeiro livro de poemas de André Fernandes, é composto por 45 poemas. Neles se articulam relações afetivas no espaço da rua e da cidade. Alguns dos poemas deste livro foram publicados na seção “Tinta Fresca”, da revista Entrelivros, com comentários de Julián Fuks. 

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Cinco lugares da fúria

Pádua Fernandes

Em 'Cinco lugares da fúria', o poeta Pádua Fernandes apresenta as etapas de um périplo anticidadania. De um mundo traficante de exílios, passando pelo cadáver insepulto de imigrantes clandestinos mortos no deserto, por zonas de classe média onde pedintes são assassinados, entre outros lugares, chega-se ao aborto do espaço público. Por tais regiões inóspitas, que convergem para a distopia, o poeta transita.

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Dez poemas da vizinhança vazia

Iuri Pereira

Neste livro, o autor reúne 42 poemas e 4 traduções. Primeiro livro de poesia de Iuri Pereira, trata das relações afetivas e do esgarçamento dos vínculos amorosos na cidade e na vida moderna. A tônica é a importância das relações humanas e a dificuldade de vivê-las de forma plena. Assim, a maior parte dos poemas trata da amizade, como forma de resistência à vida administrada dos “homens ocos” que nos tornamos. Eminentemente lírico, o poeta percorre reminiscências e também projeta sua imaginação na busca de formas de vida e convívio que impliquem uma vizinhança de amigos.

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Naqueles morros, depois da chuva

Edival Lourenço

Ganhador do 2o lugar do Prêmio Jabuti 2012 – categoria Romance. Em 1739, o fidalgo português Luís de Assis Mascarenhas, governador da Província de São Paulo e Minas dos Goyazes, dirige-se ao Arraial de Santana com o propósito de preparar as minas de ouro para serem província autônoma. Naqueles morros, depois da chuva narra a história da vinda e chegada desse nobre e sua ampla comitiva no sertão inóspito das terras goianas.

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Gilka Machado: Poesia completa

Gilka Machado, poeta e ativista política, é considerada como a primeira mulher a publicar poesia erótica no Brasil e única autora a fazer parte do Simbolismo. Na política, foi ativista pelo voto da mulher e uma das fundadoras do primeiro partido político feminino, em 1910. Como disse o poeta Carlos Drummond de Andrade, “Gilka foi a primeira mulher nua da poesia brasileira”. Publicada nos anos 1960, sua obra completa agora é relançada pelo selo Demônio Negro com a organização de Jamyle Rkain.