Filosofia e política

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A filosofia na era trágica dos gregos

Friedrich Nietzsche

Nietzsche, um crítico mordaz da cultura ocidental, defende neste livro a tese de que os pensadores anteriores a Platão foram os únicos a compreender a dimensão trágica das forças que regem a vida dos homens (trata-se de um dos textos mais importantes sobre a filosofia pré-socrática). Se costumamos atribuir a Sócrates o início da filosofia, Nietzsche sugere, aqui, que talvez ela tenha justamente terminado com ele.

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Correspondência

Johann Wolfgang von Goethe e Friedrich von Schiller

Esta edição reúne 136 cartas trocadas entre Goethe e Schiller de 1794 a 1803, além de um ensaio escrito em colaboração pelos dois autores, “Sobre literatura épica e dramática”. Nestas cartas está registrada a convivência entre dois escritores seminais da literatura moderna, cada um atuando para o outro como um tipo muito raro de interlocutor.

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Sobre a amizade e outros diálogos

Jorge Luis Borges e Osvaldo Ferrari

Nesse conjunto de conversas, o leitor encontrará, entre outras, a maneira como Borges lembra a chegada do homem à Lua, com uma infinita alegria, genuína e oceânica. O autor fala também sobre como Júlio Verne e H.G.Wells, embora escrevessem ficção científica, não puderam jamais acreditar que esse feito se realizaria.

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Violência, mas para quê?

Anselm Jappe

Toda e qualquer oposição à política das instâncias eleitas que vai além de um abaixo-assinado ou de uma carta ao deputado local é considerada pelo Estado, por definição, “antidemocrática”. Em outras palavras, tudo o que poderia ser minimamente eficaz é proibido, mesmo o que ainda era permitido há não muito tempo. O Estado democrático atual está muito mais equipado do que os Estados totalitários de outrora para fazer o mal, para perseguir de perto e eliminar tudo o que possa fazer-lhe frente, fez tudo para que a única alternativa seja a barbárie aberta. O que o Estado teme são os movimentos sem chefe e que fogem do enquadramento.

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Sobre a liberdade

Stuart Mill

Sobre a liberdade (On Liberty, 1859) é uma defesa da individualidade e de sua autonomia diante da sociedade e do Estado. Para Mill, a “tirania da maioria” impõe uma homogeneidade que atenta contra o desenvolvimento pleno dos indivíduos, cuja soma constitui a própria sociedade.

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Razão sangrenta

Robert Kurz

Lançado na Alemanha em 2004, esta obra consiste numa reunião de quatro ensaios de Robert Kurz, originalmente publicados, respectivamente, nos números 25, 26, 27 e 13 da revista alemã Krisis: “Vinte teses contra o assim chamado Esclarecimento e os ‘valores ocidentais’” (2002), “Ontologia negativa” (2003), “Tábula Rasa” (2003) e “Dominação sem sujeito” (1993). Apesar do intervalo temporal que poderia dar a impressão de um certo distanciamento entre os três primeiros e o último dos textos, eles se encontram intimamente ligados e o laço comum que os une é a crítica ao Esclarecimento ou Iluminismo.

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Investigação sobre o entendimento humano

David Hume

Investigação sobre o entendimento humano [1748] foi o resultado do esforço de Hume de revisar sua primeira obra filosófica. Seu conteúdo corresponde resumidamente ao livro primeiro do Tratado da natureza humana, porém aqui o autor busca conciliar a temática complexa e profunda com a escrita elegante e atraente.

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Sobre o riso e a loucura

[Hipócrates]

Livro também conhecido como o Riso de Demócrito, narra uma suposta viagem de Hipócrates à cidade de Abdera para curar o filósofo Demócrito, que, rindo de tudo e de todos, é considerado louco pela população da cidade. A edição contém também, como apêndice o Acerca da Arte da medicina, uma apologia à arte médica.

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Sobre a filosofia e seu método

Arthur Schopenhauer

Esta edição é parte de Parerga e paralipomena, título que pode ser traduzido por “ornatos e complementos” e que foi responsável pela celebridade que Schopenhauer alcançou na segunda metade do século XIX, especialmente entre os artistas. A Hedra publicará a obra completa em seis volumes.

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O Rabi de Bacherach e três artigos sobre o ódio racial

Heinrich Heine

O texto que dá título a esta edição é um “fragmento de romance” publicado em 1840 e o ensejo imediato para a narrativa, que pretendia ser um romance histórico, foi a a intenção de Heine de contrapor-se à escalada de antissemitismo que se manifestava então na Alemanha.

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O príncipe

Nicolau Maquiavel

Edição bilíngue da mais célebre obra de Maquiavel, O príncipe. A doutrina política de Maquiavel, que não deve ser confundida com o que vulgarmente se denomina “maquiavelismo” (“Os fins justificam os meios”), trata de como o soberano pode ou deve conservar o poder, ainda que isso demande o uso das aparências e da força.

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Pensamento político de Maquiavel

Johann Fichte

Publicada originalmente com o título de Sobre Maquiavel como escritor e excertos de seus escritos, esta obra introdutória composta por Fichte, um dos maiores filósofos do idealismo alemão, foi responsável pela revalorização definitiva de Nicolau Maquiavel como fundador da ciência política moderna, livrando-o finalmente de interpretações que o viam apenas como um oportunista.

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A monadologia e outros textos

Gottfried Leibniz

Uma das principais obras deste importante filósofo do século XVII, acompanhada de textos fundamentais para a sua compreensão. Escrita em 1714, A Monadologia é uma exposição sucinta do pensamento maduro do autor, em que procura sistematizar temas como as substâncias simples ou mônadas, os princípios de verdades; Deus, as criaturas e mundos possíveis; percepções e apetições; concepção da natureza e harmonia entre mente e corpo.

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Joana d'Arc

Jules Michelet

Publicada originalmente em 1841, como o tomo V da Histoire de France, esta obra trata da vida e a morte desta importante personagem francesa. Diferente das demais obras do autor, contudo, o texto não é uma biografia em sentido estrito. Coerente com sua metodologia, caracteriza Joana d’Arc como a angelical Donzela, mas a narrativa privilegia a perspectiva histórica da nação francesa.

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Cultura estética e liberdade

Friedrich von Schiller

Em 1793, Schiller, que ao lado de Goethe é um dos maiores poetas alemães, e Príncipe de Augustenburg se corresponderam sobre filosofia e estética. O essencial desta correspondência, contido na presente edição, antecipa o conteúdo de Sobre a educação estética do homem numa série de cartas, considerado o texto mais importante de Schiller sobre o tema.

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Apologia de Galileu

Tommaso Campanella

Escrita em 1616, enquanto Campanella ainda estava preso pela Inquisição, e publicada em 1622, esta obra é fundamental para a compreensão da difícil e traumática cisão entre filosofia e teologia no século XVII. Aqui, o autor reúne os argumentos contra e a favor de Galileu, acusado de defender a teoria heliocêntrica de Copérnico.

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Sobre verdade e mentira

Friedrich Nietzsche

Nesta obra, Nietzsche investiga o alcance efetivo da linguagem, sobre a qual se assenta todo o conhecimento da civilização ocidental. Para ele, a confiança do homem moderno no poder das palavras se funda no esquecimento de algo que era evidente quando as criou: elas são apenas uma metáfora para as coisas e jamais poderiam encarnar o seu significado.

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O mundo ou tratado da luz

René Descartes

Publicado em 1623, este tratado contempla questões cosmológicas e questões relativas ao comportamento e natureza da luz. O principal propósito de Descartes, um dos mais importantes filósofos da modernidade, neste texto, é colocar em dúvida as certezas da ciência escolástica, radicada no aristotelismo, e instaurar um novo paradigma.

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Escritos sobre arte

Charles Baudelaire

Reunião de quatro textos da produção crítica de Baudelaire, escritor francês hoje reverenciado como um dos paradigmas máximos da modernidade, que foram produzidos para periódicos. Estes ensaios apresentam um conjunto de reflexões estéticas incomuns para o período, como o riso na caricatura, a definição da arte filosófica e a recuperação de autores pouco valorizados.

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Fé e saber

Friedrich Hegel

Fé e Saber, publicado em 1802, é uma investigação sobre o lugar que o absoluto e o particular, o infinito e o finito, o condicionado e o incondicionado ocupam nas obras de Kant, Jacobi e Fichte. Segundo Hegel, esses três pensadores conduziram à perfeição o “idealismo da finitude”, ao mesmo tempo em que assinalaram as suas limitações teóricas.