Cordel

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Cordel - Zé Vicente

Zé Vicente

O paraense Lindolfo Marques de Mesquita, ou Zé Vicente, poeta cordelista emérito e jornalista vocacionado, comportava-se em seus folhetos como ativista político. Engajado no "baratismo", expressão política local desvinculada da classe dominante, criticou os interesses econômicos externos que, a partir da Segunda Guerra Mundial, submeteu o mundo à hegemonia capitalista. Sua contribuição mostra que Zé Vicente foi um dos poetas mais vigorosos, criativos e originais da literatura popular brasileira.

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Cordel - Zé Melancia

Zé Melancia

Zé Melancia, cujo nome de batismo era José da Rocha Freire, nasceu em Canoa Quebrada, distrito de Aracati, no Ceará, em 14 de agosto de 1909. Foi pescador, construtor de jangadas, poeta popular e líder da comunidade pesqueira. Teve dez filhos, mas nove deles não chegaram a completar os dois anos. Faleceu em 9 de março de 1977. A vida desse poeta-pescador é reconstituída com rigor e delicadeza pela pesquisadora Martine Kunz a partir de relatos que nos trazem novamente esse “Ulisses anônimo de uma odisseia sem relato”.

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Cordel - Téo Azevedo

Téo Azevedo

Cantador, repentista e violeiro, nasceu em 2 de julho de 1943 em Alto Belo, distrito de Bocaiúva, norte de Minas Gerais, filho de Tiofo, o lendário cantador de um braço só. Autor de quinhentas histórias da literatura de cordel, mais de mil quinhantas músicas gravadas por vários intérpretes, em quarenta anos como produtor musical, produziu mais de três mil trabalhos, quinze cds lançados como cantador, autor de catorze livros sobre cultura popular brasileira.

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Cordel - Rouxinol do Rinaré

Rouxinol do Rinaré

Rouxinol do Rinaré nasceu em 1966 em Quixadá, sertão central do Ceará. Estreou em 1999 e desde então publicou mais de sessenta folhetos. Seu livro "Um curumim, um pajé e a lenda do Ceará" foi adotada como leitura no ciclo escolar fundamental em escolas daquele estado. Paralelamente à sua atividade de poeta, Rouxinol do Rinaré ministra oficinas de literatura de cordel. Venceu o 1º Concurso Paulista de Literatura de Cordel em 2002. Seu trabalho foi mencionado nas revistas francesas "Latitudes", "Quadrant" e "Infos Brésil".

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Cordel - Rodolfo Coelho Cavalcante

Rodolfo Coelho Cavalcante

A importância de Rodolfo Coelho Cavalcante para a literatura de cordel pode ser comparada à de dois outros grandes nomes dessa literatura: Leandro Gomes de Barros e João Martins de Athayde. Além de grande cordelista, Rodolgo lutou muito a favor da classe dos poetas de bancada, publicando artigos em jornal, tratando com autoridades governamentais, organizando congressos ou fundando associações e agremiações, pôde tornar mais digna e representativa a classe dos poetas populares brasileiros.

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Cordel - Paulo Nunes batista

Nasceu em João Pessoa, na Paraíba, em 1924. Foi o nono filho de Francisco das Chagas Batista, um dos grandes pesquisadores da poesia popular, autor da primeira antologia de poesia de cordel Cantadores e poetas populares (1929). Paulo Nunes Batista vive em Goiás desde 1947 e atualmente reside em Anápolis, cidade que o honrou batizando com seu nome uma de suas ruas. Ao longo de sua vida escreveu dezenas de folhetos de cordel especialmente no subgênero conhecido como ABC.

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Cordel - Oliveira de Panelas

Oliveira de Panelas

Oliveira de Panelas nunca terminou seus estudos primários: sua escola foram as feiras e as estradas do interior pernambucano, onde, desde os 12 anos, como “estagiário” dos mestres da viola, aprendia a cantar e compor sextilhas. Emigrou para São Paulo onde começou trabalhando como pedreiro até que seus talentos fossem revelados. Virou uma figura popular nas emissoras de rádio e TV, cantou para o papa e para presidentes, até em Cuba, Portugal e Paris. Mas este sucesso se deve a sua maestria e fidelidade à arte do cordel que domina como ninguém, e que exerce com criatividade, à sua notável erudição de autodidata, e a sua bela e forte voz que lhe valeu o apelido de “O Pavarotti dos sertões”.

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Cordel - Neco Martins

Neco Martins

Neco Martins é uma referência da voz, legitimada pela palavra impressa. Folcloristas do final do século XIX, como Rodrigues de Carvalho, incluíram-no em seus estudos, assim como alguns dos mais notáveis estudiosos da cultura popular, como Leonardo Mota e Câmara Cascudo, que se referiu a ele em “Vaqueiros e Cantadores” (1939), como o rival vitorioso de Barrosa, e transcreveu sextilhas do seu embate com o Cego Franscisco Sales. Esta é a primeira antologia representativa de sua obra.

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Cordel - Minelvino Francisco Silva

Minelvino Francisco Silva

Minelvino Francisco Silva nasceu na Fazenda Olhos D'Água, no município de Mundo Novo, Bahia, em 29 de novembro de 1926. Criado em Jacobina, trabalhou como garimpeiro de ouro, diamante e cristal, o que parece ter inspirado no menino sertanejo uma forma especial de recepção estética, mais tarde conduzida para os ofícios artísticos em que foi mestre.

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Cordel - Manoel Caboclo

Manoel Caboclo

A trajetória de Manoel Caboclo e Silva fundiu cultura oral e escrita, ciência e magia, passado e futuro na trama de um texto tão rico quanto as experiências que acumulou. Como agricultor, poeta, astrólogo e editor viveu intensamente cada instante com a serenidade e a grandeza que só os sábios tem.

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Cordel - Klévisson Viana

Antônio Klévisson Viana

Antônio Klévisson Viana nasceu em 1972, em Quixeramobim, sertão central do Ceará. Escrevendo desde criança, estreou como poeta em 1998 e desde então publicou mais de cem folhetos de cordel. Também dirige uma coleção em que publica poetas populares clássicos e contemporâneos, à frente da Tupynanquim Editora. Seus trabalhos vem sendo adaptados para o teatro e a televisão. Também é cartunista com inúmeros prêmios nacionais, dentre os quais três HQMix.

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Cordel - José Soares

José Soares

José Soares (1914-1981) nasceu próximo a Campina Grande, no Estado da Paraíba. Publicou seu primeiro folheto, "Descrição do Brasil por estados", aos catorze anos. Especializou-se na reprodução em versos de notícias e neste segmento obteve sucessos, como "A renúncia de Jânio Quadros", com 60 mil exemplares vendidos, "O assassinato de Kennedy", que vendeu mais 40 mil cópias, além de seu maior sucesso "A morte de bispo de Garanhuns, Dom Expedito Lopes", que vendeu 108 mil exemplares só em Pernambuco.

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Cordel - João Martins

João Martins de Athayde

João Martins de Athayde, nascido no dia 23 de junho de 1877, na então vila Cachoeira de Cebola, no município de Ingá, na Paraíba, é o príncipe dos poetas populares do Norte do Brasil. Um dos mais importantes cordelistas brasileiros, João Martins de Athayde tornou-se, sem exagero, um verdadeiro ídolo popular. Não apenas da gente pobre e humilde, semi-alfabetizada, do interior mas da gente remediada e rica das zonas urbanas, capitais e cidades importantes, entre elas Salvador, Recife e Fortaleza.

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Cordel - J. Borges

J. Borges

J. Borges nasceu no município de Bezerros, em Pernambuco, em 1935. Passou a dedicar-se exclusivamente a sua atividade artística de xilogravador e poeta popular em 1964. Participou de exposições na França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba. Recebeu, dentre diversos outros, o Prêmio Cultura promovido pela Unesco e a Medalha de Honra ao Mérito outorgada pelo Ministério da Cultura, ambos em 2000, pelo conjunto de sua obra. É um dos principais artistas populares atualmente em atividade no Brasil. Continua trabalhando ao lado dos filhos, em seu ateliê em Bezerros.

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Cordel - F. das Chagas Batista

F. das Chagas Batista

Francisco das Chagas Batista (1882 - 1930), grande cordelista (não era cantador), nasceu em Teixeira, e faleceu em João Pessoa - PB. A partir de 1902, escreveu e editou muitos folhetos seus. Câmara Cascudo, Orígenes Lessa e outros enaltecem-no. Foi também sonetista e parodista. Deixou os livros "A lira do poeta", "Poesia escolhidas" e "Cantadores e poetas populares", este a primeira antologia no gênero.

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Cordel - Expedito Sebastião

Expedito Sebastião da Silva

O tempo estancava na esquina da rua José Marrocos com a São Bernardo quando, no final da tarde, sentado em um banquinho no calçadão, Expedito conversava. Cearense de Juazeiro do Norte, onde morou a vida toda, Expedito Sebastião da Silva nasceu em 20 de janeiro de 1928, dia de são Sebastião, santo do qual herdou o nome e a teimosia da luta. A luta discreta, silenciosa, de um dos últimos grandes poetas de cordel, morto no dia 8 de agosto de 1997.

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Cordel - Cuíca de Santo Amaro

Cuíca de Santo Amaro

Cuíca de Santo Amaro, em seus folhetos escritos durante mais de trinta anos, documentou da maneira mais completa a vida cotidiana baiana: a carestia do povo, os costumes, os usos e a moral vigentes na cidade de Salvador, os crimes, os desastres e, talvez mais importante, os pequenos casos escabrosos da vida particular baiana.

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Cordel – Severino José

Severino José

Severino José nasceu em 5 de março de 1932 em Marcação, povoado de Sergipe. O cordel está presente em sua vida desde muito cedo. Nas aulas da pequena escola sertaneja, onde aprendia aritmética memorizando uma composição poética e na pessoa de um tio de quem Severino herdaria uma coleção de folhetos.

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Cordel – Zé Saldanha

Zé Saldanha

Os poemas mais significativos de Zé Saldanha e um estudo introdutório sobre a sua obra realizado pelo especialista Gutemberg Costa. O poeta publicou seu primeiro folheto, “O preço do algodão e o orgulho do povo”, em 1935. Desde então vem publicando seus cordéis, registrando seus pontos de vista sobre a vida popular, as tragédias públicas, a política, os romances marcantes, os cangaceiros, religiosos e outras peripécias do sertão.

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Cordel – Franklin Maxado

Franklin Maxado

Os poemas mais significativos de Maxado Nordestino, ou Franklin de Cerqueira Machado, e um estudo introdutório sobre a sua obra realizado pelo especialista Antônio Amaury Corrêa de Araújo. Maxado nasceu em Feira de Santana, na Bahia, e é advogado, mas optou por dedicar-se exclusivamente à literatura de cordel. Escreveu, entre outros, “A volta do pavão misterioso”