Brasiliana

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Oração aos moços

Rui Barbosa

Oração aos moços é um dos discursos de Rui Barbosa, escrito para paraninfar os formandos da turma de 1920 da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo. Impedido de comparecer, por problemas de saúde, o texto foi lido pelo professor Reinaldo Porchat. Trata-se de uma das reflexões produzidas pelo jurista sobre o papel do magistrado e a missão do advogado. O autor faz um balanço de sua vida como advogado, jornalista e político, como exemplo para as novas gerações. O livro traz, em apêndice, a carta a Evaristo de Morais que ficaria conhecida como "O dever do advogado", na qual Rui trata dos dilemas de ética profissional com os quais se deparam os que seguem a carreira jurídica.

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Tratados da terra e gente do Brasil

Fernão Cardim

Estes tratados foram escritos, entre 1583 e 1601, pelo Padre Jesuíta Fernão Cardim, nos anos seguintes à sua chegada ao Brasil, quando desempenhou o cargo de secretário do Padre Visitador Cristóvão de Gouveia, mas mantiveram-se inéditos em língua portuguesa até 1847. Os textos permitem-nos ter um conhecimento da terra brasileira do Quinhentos e dos povos ameríndios.

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História da província Santa Cruz

Pero de Magalhães Gandavo

História da província Santa Cruz, de 1576, é uma obra tão obscura quanto seu autor, de quem muito pouco se sabe. Foi lido como “relato de viajante” ou como “nossa primeira história” e entendido como testemunho de impressões antigas dos portugueses nas terras d'além-mar. Contudo, esta simples história, ou tratado descritivo, da “costa do Brasil” teve circulação muito restrita à época, o que leva a crer que foi recolhida e destruída após sua impressão, não se sabe bem por quê.

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O desertor

Silva Alvarenga

Esta fábula cômica é constituída pelas peripécias de um grupo de estudantes guiados pelo professor Tibúrcio, personificação da Ignorância, expulsa de Coimbra pelo Marquês, que restituíra a Verdade ao trono na velha instituição de ensino. Foi publicada em 1774 pela Real Oficina da Universidade de Coimbra, por ordem do Marquês de Pombal, quando Silva Alvarenga tinha apenas 24 anos.

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A carteira de meu tio

Joaquim Manuel de Macedo

Publicada em 1855, bem depois e em tom muito diferente de A moreninha, esta obra é uma sátira que data da entrada de Macedo no núcleo político do Segundo Império. Em uma clara dissonância com sua novelística mais sentimental, Macedo, através da irônica figura do “sobrinho de seu tio”, se revela um fiel observador e cáustico crítico da corrupção e da impunidade.

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Cartas a favor da escravidão

José de Alencar

Estes textos políticos escritos por José de Alencar entre 1867 e 1868, em franca oposição a D. Pedro II, são reeditados aqui pela primeira vez desde o século XIX. O propósito central da obra era a defesa política da escravidão brasileira, que vinha sofrendo intensa pressão internacional e doméstica após a abolição nos Estados Unidos.

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Utopia Brasil

Darcy Ribeiro

Este volume reúne cinco textos inéditos, ou que tiveram circulação restrita, dos últimos vinte anos de produção do antropólogo: “Brasil – Brasis”, de 1987, sobre a singularidade cultural brasileira; “Ivy-marãen, a terra sem males, ano 2997”, de 1997, uma utopia futurista; “Brasil: terra dos índios”, de 1977, sobre a diversidade de povos no Brasil; “Primeira fala ao Senado”, de 1991, e “Exéquias a Glauber Rocha”, de 1981.

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Cartas do Brasil

Antonio Vieira

As 177 Cartas do Brasil reunidas neste volume tratam, no estilo superior do maior prosador da língua portuguesa, de todos os acontecimentos importantes para a história do Brasil da época (século XVII), um período particularmente desafiador − e definidor − em termos geopolíticos e administrativos, ao que o grande jesuíta e diplomata que foi  Antonio Vieira dedicaria seus maiores e melhores esforços – e incluem as famosas “Carta Ânua” de 1626, a carta ao bispo do Japão (conhecida como “Esperança de Portugal”) e a “Carta Apologética” (ao padre Iquazafigo).

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O que eu vi, o que nós veremos

Santos-Dumont

“ [...] estava pronto para chorar a partir do instante em que percebi que o ruído estava vindo por cima de minha cabeça — aeroplanos eram raros naqueles dias — e pela ideia de que eu veria agora um aeroplano pela primeira vez. Da mesma forma que, durante uma leitura, sentimos a apresentação de uma palavra comovedora, eu esperava apenas pelo instante em que visse o aeroplano para romper em lágrimas.”

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Índice das coisas mais notáveis

Antonio Vieira

No Índice das coisas mais notáveis, obra inédita do padre Antonio Vieira, foram reunidas pela primeira vez todos as referências a frases notáveis segundo o próprio autor, que as organizou (e que apareceram como apêndice da primeira edição). “O Índice poderia ser descrito como um alentado glossário, com milhares de entradas, artigos ou verbetes [...], acompanhados de frases exemplares, ou abonações de seu uso, extraídas do corpo dos sermões.”