Patativa do Assaré

Patativa
Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como Patativa do Assaré (Assaré [Ceará] 1909-2002), foi poeta, compositor, cantor e repentista. Depois de frequentar a escola por apenas alguns meses, aos dez anos começou a se apresentar em festas e eventos populares fazendo repentes, principalmente na famosa Feira do Crato, o que o levou a se apresentar na rádio local, a Araripe, declamando seus poemas – em que evidencia seu domínio da tradição poética em língua portuguesa, do soneto ao modo camoniano aos ritmos orais mais populares (como a décima e a sextilha nordestinas). Depois de publicar seu primeiro livro em 1956, seu nome se consolidaria como o maior poeta popular brasileiro do século XX.
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Inspiração nordestina

Patativa do Assaré

Inspiração nordestina é o primeiro livro de Patativa do Assaré (Rio de Janeiro, Borsoi, 1956), e logo alcançaria grande repercussão pela gravação do poema “A triste partida”, musicado por Luiz Gonzaga. Lançado num momento em que a discussão sobre poesia “pegava fogo” nos grandes centros, contrapondo vanguardas visualistas e defensores dos versos modernista e popular, Assaré logo encontrou seu próprio lugar na poesia brasileira contemporânea.

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Ispinho e Fulô

Patativa do Assaré

Ispinho e fulô é o terceiro livro de Patativa do Assaré, publicado originalmente em 1988. Com ele, depois de Inspiração nordestina (1956), que o lançou nacionalmente, e Cante lá que eu canto cá (1978), que estabeleceu seu nome como o grande poeta popular brasileiro da segunda metade do século XX, Patativa firma seu ritmo e seu temário, em que a vida nordestina, a condição humana e as histórias e paisagens do sertão são tratadas em redondilhas de grande riqueza sonora.

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Aqui tem coisa

Patativa do Assaré

Aqui tem coisa (primeira edição 1994) é o penúltimo título do poeta de Assaré. Entre outras formas e temas, Patativa retoma de modo forte a forma por excelência da poesia popular nordestina, o repente, em poemas magistrais como “Encontro de Patativa do Assaré com a alma de Zé Limeira o poeta do absurdo”.

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História de Aladim e a lâmpada maravilhosa

Patativa do Assaré

História de Aladim e a lâmpada maravilhosa, uma das obras mais justamente famosas da literatura mundial, fábula feita de fabulações, confabulações e coisas fabulosas, é aqui relida e reescrita em versão de cordel pelo grande poeta nordestino Patativa do Assaré, em uma edição de grande formato, belissimamente ilustrada por Fernando de Almeida.

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Cordel – Patativa do Assaré

Patativa do Assaré

A força da poesia de Patativa do Assaré vem, talvez, do vínculo e dos contrastes entre a vida do poeta, o sertão e a cidade. Seus poemas nascem da matéria cotidiana, com seu saber, seu sabor, suas alegrias, seus encantos e desencantos, e todo o repertório de formas populares tradicionais que revisita e revitaliza. Patativa do Assaré, uma voz do Nordeste, contém uma antologia de seus melhores poemas, selecionada, organizada e apresentada por Sylvie Debs, da Universidade Robert Schuman (Estrasburgo). O volume integra a Biblioteca de Cordel.