Fiódor Dostoiévski

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Fiódor Dostoiévski (1821-1861), um dos maiores escritores russos de todos os tempos, é também um dos maiores autores da literatura mundial. Suas obras têm uma potência incomum na história da prosa de ficção, pois nelas são expostas e exploradas, ao mesmo tempo, profundas questões psicológicas, existenciais, morais e sociais. Se o romance é em si uma das formas mais poderosas de retratar o mundo, ou ao menos um mundo, aquele do lugar, do tempo e das circunstâncias de seus personagens, Dostoiévski foi, talvez, o romancista que mais poderosamente usou os recursos do romance para criar personagens cuja profundidade e alcance o aproximam dos grandes trágicos gregos e das tragédias de Shakespeare, com a diferença de que ali se tratava de homens poderosos, enquanto Dostoiévski põe e expõe a máquina da tragédia em ação sobre o homem comum, o homem contemporâneo abandonado pelos deuses e entregue às próprias forças e, principalmente, fraquezas.

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O ladrão honesto e outros contos

Fiódor Dostoiévski

Antes de se tornar um dos maiores romancistas da história literária, Dostoiévski, em sua primeira fase, entre 1846 e 1849 (ano de sua prisão), “testou sua musculatura” ficcional em contos nos quais demonstra, de forma concentrada, todos os elementos de sua obra futura, como os (anti) heróis de “coração fraco” forçados pela vida e suas circunstâncias a lutar contra fortes adversidades, incluindo a própria fraqueza e a estrutura social.

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Memórias do subsolo

Fiódor Dostoiévski

Memórias do subsolo é um pequeno romance publicado em 1864. Considerada uma obra precursora do existencialismo e da psicanálise, traz na primeira parte o monólogo de um homem amargurado e amargo, um homem “subterrâneo”, sem nome ou relações sociais, um empregado aposentado, em cuja própria existência não vê nenhum sentido, e que se dirige diretamente ao leitor.